domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sabes, não pensei que o dia de hoje custasse tanto a passar.
É um dia triste, porque é o aniversário da morte do meu irmão.
Além disso, não falamos hoje, durante o dia inteiro. Isso também me custou.
Fiz tantos planos, que nunca contarei a ninguém, imaginei tantas possibilidades para cada minuto; mas apesar de diferentes, cada projecto tinha algo em comum com todos os outros: tu eras o centro de tudo. Ou melhor, tu és o centro de tudo.
Queria muito que utrapassássemos juntos o preconceito, as ideias pré-concebidas.
Como o sonho do dia de hoje, mais uma vez, foi por água abaixo, limito-me a pensar no próximo. E esse já deves saber qual é.
Por hoje, deixo-te só mais estas palavras:
Sabes como é que me sinto ultimamente? Eu entro numa sala cheia de gente e sinto-me sozinha até que tu olhes para mim. Até que guardes só para mim um gesto, um sorriso, um olhar. Nem que seja a meter-te comigo. Só para que os outros saibam que não estou sozinha.
Que estou contigo.
Que sou tua.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dizem que era e que continuo a ser nova demais para falar assim das coisas que sinto, que ainda não sei o que isso é, que sofro por antecipação e por parvoice.
Mas não.
A única coisa que quero é continuar a fazer-te sorrir.
O que quero és tu, não há mais ninguém que possa tomar o teu lugar. Cativas-me de todas as vezes, com o teu olhar, com o teu sorriso, com tudo o que faz parte da tua natureza e que completa a minha. E fazes com que tudo o resto desapareça. Como é que consegues?
Quando te sinto mais longe parece que me perco do mundo, tudo desaba. Penso se fui eu que fiz alguma coisa sem me aperceber, se simplesmente foste tu que mudaste de ideias...
Durante todo este tempo, durante estes anos, já vi, em ti ou contigo, muita coisa que me fez chorar, mas nada me fez desistir.
Não desistas de mim também. Não me deixes sozinha, outra vez. De cada vez que vais, levas contigo um pedaço de mim, e eu tenho que começar tudo de novo, e embora saiba que mais cedo ou mais tarde vou perder aquilo que me dás, acho que não vou aguentar outra situação semelhante à que passei. Quero fazer durar o presente, esticá-lo até não poder mais...
Toda a gente diz que somos novos demais. Mas eu sei bem o que pretendo. E não é nada mais que tu.
É verdade que muitas coisas do passado, e talvez do presente, ainda me magoam. E vão continuar a magoar, são coisas que não conseguirias fazer-me esquecer mesmo que tentasses, mas nas quais prefiro não pensar. Mas depois de todo este tempo, ninguém diria que estaríamos assim, mais próximos que antes e consequentemente, com mais medo, pelo menos da minha parte.
É inesperado o estado a que chegamos, quando parece que tudo o que nos rodeia contraria a minha vontade. As coisas boas, quando são inesperadas, têm um sabor melhor...
Há coisas que nunca te disse, nem poderei dizer nunca. E esta é uma delas: amo-te mais do que algum dia saberás. E se um dia souberes todas estas coisas, entenderás cada um dos meus olhares, que, involuntariamente, substituem as palavras sempre que estás perto.
Mas o que sabes é que tens o meu apoio sempre aqui.

"My love for you is blind. But I couldn't make you see it, maybe you could not believe it."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


Há alturas em que tudo é confuso.
Em que aquilo que parecia seguro te foge por entre os dedos.
Em que aquilo que mais temias acontece.
Há dias em que tudo corre mal.
Duvidas das tuas escolhas, das tuas capacidades.
Duvidas de ti.
Há momentos em que desejas não ser tu a fazer tudo, a não ter que dar o primeiro passo sempre, a ser tu a lutar por tudo e para que tudo se mantenha.
Por vezes, desejas ter a toda a hora o que tens hoje e daqui por uns dias, e de novo passado umas semanas, e o que se adivinha é que não voltes a tê-lo nunca mais.
E arrependes-te de teres perdido tanto tempo, sem teres agarrado o que querias.
Há situações em que desperdiças uma, duas, três, quatro outras hipóteses, por teres em pensamento outras ambições, e no fim de tantas rejeições que fazes, te perguntas: "Para quê? Será que vai valer a pena?"
E mesmo quando te acontece o pior, e todos os sacrifícios te levam a um beco sem saída, não te arrependes; porque amas.
Depois de todas as palavras menos agradáveis, de todas as vezes que fizeram desaparecer o teu sorriso, de todas as noites em que esperaste uma resposta em vão, consegues continuar a acreditar em alguém.
Porque amas.