quarta-feira, 28 de julho de 2010

"...
Looks like you've given up, you've had enough
But I want more, no I won't stop
Just don't stand there and watch me fall
..."



A nossa mente faz realmente coisas incríveis. Mesmo quando sabemos que não nos faz bem, quando sabemos que nos destrói um pouco mais de cada vez que o fazemos, contínuamos a imaginar como seria.
Contínuo a especular o que se está a passar lá, o que estão a fazer, o que têm que eu não tenho.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O almoço *.*

Hoje almocei com o meu Padrinho.
Como é que ele adivinhou que era mesmo hoje que eu precisava que ele me convidasse para almoçar?
Sabem aquela pessoa que nos faz rir quando nada mais o consegue fazer?
Eu até fiz as cadeiras todas, eu até estou de férias, eu até tive um domingo com as minhas pessoas, mas estava triste. E estou.
Mas aquele almoço foi meeeeeesmo bom!
Porque ele é perverso, e eu adoro pessoas assim! :D Rimos, rimos, rimos... Foi revigorante.
E ao mesmo tempo, conseguimos falar de coisas sérias. Mesmo sérias. Ele arranca-me tudo. Alivia-me, às vezes.
Gosto tanto que ele confie em mim. Já nem se põe a questão de eu confiar nele, claro, mas é bom saber que é recíproco. Nem lhe consigo esconder algumas coisas, das quais não devia falar. Mas acho que me habituei demasiado a tê-lo por perto, e quando algo me incomoda, me afecta, tanto para o bem como para o mal, ele percebe. E não descansa até saber. Nem que seja pelo jogo das adivinhas... xD
Gosto mesmo dele. Foi a melhor coisa que eu fiz na faculdade: escolher os padrinhos. Tenho muito orgulho neles. Muito.
Obrigada, Chris. *.*

I never told you...

"I miss those blue eyes
...
But I never told you
What I should have said
No, I never told you
I just held it in

And now,
I miss everything about you
I can't believe that I still want you
And after all the things we've been through
I miss everything about you
Without you

I see your blue eyes
Everytime I close mine
..."



Sinto falta dos olhares envergonhados, das palavras queridas, dos gestos carinhosos. E de uns olhos que me faziam estremecer só pelo simples facto de me atingirem.
E eu nunca te disse. Estas e muitas outras coisas. Mas já está prometido que direi. Porque cada dia que passa, faz aumentar a saudade de ti.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Well all I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me"
 
 
Às vezes sinto que não posso dizer-te tudo. Tenho a sensação de que se estivesse cara a cara contigo, o diria.
Mas penso que se não disse naquele dia, talvez não conseguisse dizer agora, também.
E penso que neste momento, já não estaria afectada pelo choque da mudança que estava a acontecer ali, e que eu não consegui impedir, e isso ajudaria a que eu dissesse tudo o que tenho aqui acumulado.
Agora, só estaria afectada pela dor. E por alguma resignação.
Deduzo que um dia vou conseguir dizer-te o que não disse a ninguém. Nem escrevi. Porque vais ser o primeiro a sabê-lo. Nem que isso me mate por dentro.

domingo, 25 de julho de 2010

"Just gonna stand there
And watch me burn
But that's alright
Because I like
The way it hurts
Just gonna stand there
And hear me cry
But that's alright
Because I love the way you lie
I love the way you lie..."
 
 
 

 
 
 
Se cada palavra magoou naquele momento, se cada palavra magoa ainda mais, porque é que ainda suporto?
Se cada gesto me arranca um pedaço, me deixa de olhos fechados e punhos cerrados para conter a raiva, o medo, a saudade, a indignação, a tristeza, porque não me torno mais comum, mais vulgar, fazendo o mesmo que os outros?
Porque é que ainda junto todos os pedacinhos e abraço ainda com carinho uma lembrança que devia ser arrumadinha na prateleira do Passado?
O barulho das pessoas agitadas no comboio não me afectava. Estava demasiado dilacerada para reparar nisso. Tinha a mente a saltitar entre possibilidades de conforto, de mudança. Mas tudo o que encontrei foi o vazio. E sinto que estás aí, apenas a ver-me sofrer. E não podes fazer muito mais.
Sinto falta. Sinto falta do que às vezes nem sei se cheguei a ter.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ontem...

Já tinha saudades de ouvir a voz dele.
E de o ouvir a rir. Foi incontornável, foi incontrolável imaginar a expressão dele só de ouvir uma gargalhada do outro lado.
Acho que não há pior sentimento do que a incerteza, porque pior que arriscar e errar, é não saber o que fazer. Fica-se com aquele sentimento de que quer se faça quer não se faça, se vai sofrer.
O que é de facto, realidade. Há pessoas como eu que têm o problema de pensarem e sentirem demais.
Contudo, consegui sentir-me reconfortada apenas com trinta minutos a ouvi-lo. E ainda por cima por bons motivos!
Já tinha mesmo saudades da voz dele.



quinta-feira, 22 de julho de 2010

PASSEI A ORGÂNICA!!
É que ainda por cima tirei mais 0,5 valores do que Marco... :D
Pimba!! Eu disse... :)

terça-feira, 20 de julho de 2010

19 aninhoooos :)

Foi especial desde o início.
Uma meia noite totalmente diferente, uma roda de amigos à minha volta, uma melodia tão familiar... É engraçado que mesmo assim, nunca se torna vulgar, porque se sente o momento, porque as pessoas que a cantam são especiais.
E houve lugar para conversas tão genuínas e tão abertas, que marcam.
Uma tarde com as pessoas mais importantes do mundo. As pessoas que estão sempre lá, mas seeempre. É tão bom. Estavam todos. E eu adoro-os tanto. Sinto-me mesmo à vontade com eles. Quase diria, feliz.
Porque eles fazem-me rir, de facto. Duante todo o dia, faltou alguém muito importante, mas às vezes não há hipótese, não temos tudo o que queremos. Mas eu tinha tantos planos...
Faltou-me aquele abraço a que me habituei num piscar de olhos. Até algumas pessoas estiveram comigo por acaso. Mas faltou aquela pessoa. Fica a esperança da recompensa. Prometo que não vou pensar tanto nisto.
Dezanove aninhos. Ai que estou velha! :D Mais um dia cheio de sonhos por cumprir. Mais um ano pela frente, à espera da tal mudança.

domingo, 18 de julho de 2010

Partilho isto, por saudade.

"Sempre que chegas, sempre que te vejo, sempre que me acenas, sempre que sorris, sempre que me falas, cresce a mesma sensação.
Não se explica. E quando tento explicar, ninguém me compreende.
Cumprimentaste-me em último lugar. Deixas-me na expectativa, como sempre. Mas isso só torna mais especial o pequeno gesto que me dedicas. Guardas para mim um sorriso maroto de quem me deixou à espera mas depois me recompensa.
E abraças-me. E mantens-te abraçado. E beijas-me a testa, com tanto carinho... E ainda me abraças mais. E as palavras fogem-nos.
Só te olho, e tu a mim, como se estivessemos num espaço isolado, longe de tudo o que torce contra nós.
Baixo os olhos quando olhas para mim. Não sei bem porquê. Mas adoro ter que o fazer, porque ter a tua atenção é uma pequenina vitória de todas as vezes.
Um dia, dir-te-ei tudo isto. Para saberes que me arrepias desde aquele primeiro dia."

sábado, 17 de julho de 2010

Cheguei a esta conclusão de uma forma estúpida, mas foi às minhas custas: sou masoquista.
Continuo a ler, a guardar todos os pedacinhos de um nós que já não é nós. Que se calhar nunca foi.
Não faz bem a ninguém e eu não sou excepção.
Nunca me traz felicidade, apenas saudade, mas continuo a fazê-lo.
Talvez em busca de algo que já não existe, mas que eu queria com todas as minhas forças que existisse.
Talvez numa tentativa fracassada de reaver o que já não tem volta.
Talvez na esperança de acreditar de novo em mim.
Talvez no sonho de que um dia será possível, noutras circunstâncias. Mas que será possível.
Que não acontece só aos outros.
Enquanto isso, ainda estou triste.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A última vez que lá estive, foi contigo.
E desta vez, eu tremia ao subir aquelas escadas. Arrepios de tristeza, de saudade, de desconsolo.
Fechei os olhos de dor. Abri caminho em desespero.
Sentia a tua falta ao meu lado, a falta dos teus passos a acompanhar os meus.
Sentei-me, por acaso, onde nos sentávamos.
O telemóvel toca com o som de uma mensagem. Tua.
Mas esboço um sorriso. Porque tem que ser.
Porque exijo de mim ser sempre o melhor para ti.
15 de Junho. Um mês.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Uma rede que baloiça,
Vento no cabelo,
Choro para que ninguém oiça.

Nunca ninguém me irá ouvir assim.

Um vinho saboroso,
Olhos fechados,
Pensamento doloroso.

Dói-me a cabeça.

Embalo-me de forma repetida.
Tu estás longe.
E eu estou perdida.

terça-feira, 13 de julho de 2010


"Despida. De mim. De ti. De tudo."

"Por uma vez, gostava que tivesse dado certo e voltou a não dar. Sempre que penso nisso, é como se a faca se enterrasse um bocadinho mais."

Uma Amiga disse-me isto. É tão simples. É tão verdadeiro.
E eu, magoei-me hoje, de novo.


segunda-feira, 12 de julho de 2010




Porque ele a fazia a pessoa mais feliz do mundo, e ela nunca lho disse porque ele podia achar um delírio.
Porque ele fez dela a pessoa mais triste do mundo, e ainda assim, é-lhe essencial.
Porque ela ainda sente falta aquele abraço.

sábado, 10 de julho de 2010

Alguma vez perderam a conta a quantas vezes leram uma mensagem? E depois, a quantas vezes simplesmente imploraram ao tempo para voltar atrás?

sexta-feira, 9 de julho de 2010


Ele olhava-a nos olhos. E desta vez, ela temia que fosse a última.
Almost lover, a música com a letra perfeita.

Eu tento, eu não quero! Mas quero!
Custa. Dói.
Incomoda não poder fazer nada. Porque não posso mesmo.
Penso se devia ter feito mais, ter dado mais. Mas e agora como estaria?
E se tivesse avançado menos? Estaria ainda pior?
Custa. Dói. Magoa.
E tenho aquela sensação de que não haverá ninguém melhor.
Porque nao há ninguém melhor.
Não consigo estar chateada. Apenas consigo estar triste.

quinta-feira, 8 de julho de 2010


Já tinha feito tantos planos...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

É claro que não consigo não pensar.
Porque quando dizes "Não te preocupes comigo.", ainda fico mais preocupada.
E o pior é que me sinto impotente. Queria tanto alegrar-te, abraçar-te, mimar-te, mas estás longe. E parecendo que não, esse facto torna tudo muito mais complicado.
Mas olha que eu não desisto, e vais ter que me aturar. :) Com uma mensagem, com uma resposta mais indecente, com qualquer coisa que eu descubra, por mais minúscula que seja, vou tentar arrancar-te um sorriso...já que não posso estar contigo, como eu gostaria de estar.
Simplesmente estar. E dar-te o meu sorriso.

"Estando longe, estive tão perto do teu abraço."

terça-feira, 6 de julho de 2010


Parece que é só para nos animar. Já não há força para acreditar no que nos dizem.
Parece que as palavras não encaixam em nós, são boas de mais para nós. Só há força para sobreviver.
Só.
E aparecem daquelas coisas que nos fazem cair na tentação de não tentar de novo.
De não tentar levantar o pouco que existe, despedaçado.
De não nos expormos, de não corrermos o risco de sairmos "magoados" (se é que é esta a palavra), outra vez.
É daqueles sentimentos que nos fazem pensar qual será a razão para cairmos sempre no mesmo poço, que parece não ter fim.
E é pior a angústia da queda do que a dor do embate.
Já nem sei se quero que comece outra vez. De cada vez que começa, acaba. E eu não quero que acabe. Especialmente desta vez.
Os que não sofrem por fora, morrem por dentro.
"Se fossem dois a puxar para o mesmo lado, a carruagem andava." - Onde é que eu li isto???


Este é para ti, oh trenga :)

sábado, 3 de julho de 2010

Caiu que nem uma luva

"Sofrem por coisas inúteis. Acreditam-se indignos de qualquer benção ou milagre.
Os guerreiros da luz nem sempre têm a certeza do que estão a fazer aqui, acham que as suas vidas não têm sentido. Por isso é que são guerreiros da luz.
Porque erram. Porque perguntam. Porque procuram uma razão e com certeza vão encontrá-la.
Ele escolheu a estrada por onde caminha agora, e não tem do que reclamar.
Muitos ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário.

Mais que uma vez, ele perdeu o seu tempo, lutando por uma mentira.
Um guerreiro não pode recusar a luta; mas sabe também que não deve arriscar sentimentos importantes, em troca de recompensas que não estão a altura do seu amor.
Então fica deprimido. Começa a pensar que é incapaz de progredir na vida, já que os momentos difíceis estão de volta. "Já passei por isso"...
Ele não tem medo de chorar mágoas antigas, ou alegrar-se com novas descobertas. Dizem-lhe: "vives num mundo de fantasia".
O guerreiro parece louco, mas isto é apenas um disfarce.
O guerreiro usa um pouco de loucura. Porque - na guerra e no amor - não é possível prever tudo.
Um guerreiro da luz precisa de amor.
Um guerreiro da luz usa a solidão, mas não é usado por ela.
Andando devagar, nota a firmeza de seus passos; precisa mudar-se a si mesmo antes de transformar o mundo.
Um guerreiro da luz muitas vezes desanima.
Então, quando menos espera, uma nova porta se abre..."
 
 
 
O Manual do Guerreiro da Luz, Paulo Coelho
 
 
 
Dava tudo para que agora uma porta se abrisse, visto tudo o resto já ter acontecido.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nao sei que titulo se dá a isto.

Existem tantas coisinhas boas à nossa volta.
Sorrisos, passos dados lado a lado, gestos de apoio, carinhos, proximidades, olhares... Partilham-se tantos bons momentos...
Existem tantas coisinhas boas à nossa volta, e nós (ou eu) teimamos em estar sempre a pensar nas coisas más.
Nas palavras mais afiadas que nos cortam por dentro. Nos gestos mais amargos que nos fazem querer fugir para bem longe e mudar, começar do zero, outra vez.
Pensamos apenas naquilo que nos faz parar.
Pensamos se fazemos bem em manter a nossa posição. Pensamos se será mesmo correcto fazer o que se pode e o que não se pode, e receber um grande vazio em troca. Pensamos se devemos continuar a ajudar quem ainda nos critica nas costas. Pensamos se vale a pena esforçarmo-nos por uma coisa e não obtermos recompensa. Perguntamos a nós próprios se devemos avançar ou esperar, arriscar ou jogar pelo seguro.
Eu sabia que duvidava de mim, mas não sabia que era tanto. E constato que cada vez duvido mais. Já não sou boa em nada.
Custa-me tanto não chorar à frente deles. Às vezes sinto necessidade de o fazer.Custa-me controlar-me e dizer que está tudo bem. 
Acho que andamos com a cabeça demasiado ocupada. São muitos os assuntos. Ultimamente, muitos assuntos a dar para o torto. Desiludo. E desiludo-me comigo.