quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sinto tanto a tua falta. É que tu estás aí, sempre a olhar para mim, e não vês que tudo isto é para ti.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Saudade. Arrependimento.

Era quase assim.
Era ele que a abraçava.
Era ele que a encostava contra si, envolvendo-a numa onda de felicidade imensa, como ela nunca tinha vivido, como ela nunca se tinha permitido viver.
Tinha muito medo, mas ele parecia dar-lhe tudo.
Foi ele que deixou um lugar vazio na cama.
Foi ela que ficou com tudo para dar.
Há alturas em que parece que a nossa cabeça vai explodir. A sério!
"São os exames", é a desculpa que dou sempre.
Mas não são só os exames. Já nada está bem. Sabem aquela sensação de que nos devíamos ter mexido mais, e por outro lado a sensação de que o que fizemos já foi muito e mais valia termos estado quietos?
Dá vontade de hibernar e só voltar a pôr a patinha fora de casa no próximo Verão.
E quando olhamos para todo o lado e vemos recordações do que não queremos a coisa não melhora muito.
Já tiveram uma menina de 6 aninhos, com quem estiveram meia dúzia de vezes, a dizer-vos um segredo ao ouvido? Eu tive, a dizer "Gosto muito de ti, Lili!" ?
E um menino a abraçar-vos e a dizer "Quado for grande quero ser como tu..."?
Vá lá, coisinhas que me animam. Ao menos sirvo para alguma coisa.
Ainda que para ti só tenha servido durante duas ou três semanas.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nós damos valor a mais às coisas, e quando as perdemos não suportamos.

Não suportamos a dor, a vida, os outros, não nos suportamos.
E tentamos parecer bem perante tudo e todos. Mas a réstia de amor que trazemos a rastos faz-nos lutar incessantemente na estúpida tentativa de ter, de manter perto algo que nos lembre o que já não temos.
Nós damos valor às coisas quando as perdemos, porque sentimos a sua falta. Bem, eu sempre senti a tua falta.
O que custa é sentir que nem agora tu sentes a minha.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Nunca te deu para chorar, assim sem razão?
Quer dizer, se calhar comigo, foi do filme que vi.
Ou desta música que é realmente bonita.
Ou então, é de eu pensar, é arrependimento, é um querer mais, é um querer fugir, é o facto de ver acontecer, é o medo, é uma saudade enorme, é uma preocupação que não se controla, é uma esperança que morre todos os dias.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010


Tipo, posso mandar vir um para o Natal?? *.* Pf, pf, pf, pf, pf! *.*

"Nunca tive uma amiga assim..."
Preciso tanto de ouvir isso. Preciso tanto de ti...

É por isso que estas pessoas são inteligentes. -_-'

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Queria mesmo que não fugisses, que esse olhar estivesse apenas interessado em mim, como antes.
Que ao mínimo toque, te envolvesses e me envolvesses contigo.
Que me deixasses tocar-te, sentir-te.
Que me deixasses apenas dizer-te olá como qualquer pessoa que se cruza contigo.
Queria que não me pedisses distância, que não criasses tantas bareiras.
Lembras-te como me seguraste quando levei as coisas devagar?
Eu queria, queria mesmo poder abraçar-te, e segurar-te aqui também.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço.

"Quando eu digo para estares longe dele, não me refiro a distância física.

Não te vale de nada estares longe fisicamente, não resolve a tua dor.
Tens que saber estar no mesmo lugar que ele, estar ao lado dele, ser observada por ele, estar sentada de frente a ele, e estar longe...
E estar distante...
Quando encontrares essa distância, ficas em paz.
Não penses. Não recordes.
Aliás...Isto é que é distância."

Digo eu isto a alguém.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Como consegues ver-me e não me falar, e falar sem me ver?
Como consegues num dia tudo, e no outro nada?
Como consegues hoje mostrar que queres, e amanhã cortar relações pela raiz?
Como passas daquela fase de "24h a trocar carinhos" para "semanas sem notícias"?
Como foste capaz de escolher um atalho, se eu tinha tudo para te dar? Tudo! Foi por eu tornar o caminho mais longo antes de entregar de bandeja o que guardo para ti desde sempre?
Ensina-me a ser como tu. Diz-me qual é o segredo para ter tudo o que se quer, dar apenas o que convém, e virar costas num dia qualquer, sem pensar duas vezes...
Porque é que vais e vens, e eu deixo sempre que voltes?
Pior, porque é que eu quero sempre que voltes?
Porque é que estás horas a olhar para mim, e não me falas?
Porque é que estás em todo o lado, mas tentas fugir de mim?
Porque é que criaste tudo o isto, e agora foges de nós?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"...Deitada no teu ombro vivia o meu sonho contigo, o nosso sonho. Até acordar para pensar se estavas a abraçar-me e a sonhar os teus sonhos sem mim. (...)
O meu amor, o meu amor que é teu, deitou fogo ao meu sossego, tanto era o amor que te tinha e o terror da certeza de perder-te..."