Existem tantas coisinhas boas à nossa volta.
Sorrisos, passos dados lado a lado, gestos de apoio, carinhos, proximidades, olhares... Partilham-se tantos bons momentos...
Existem tantas coisinhas boas à nossa volta, e nós (ou eu) teimamos em estar sempre a pensar nas coisas más.
Nas palavras mais afiadas que nos cortam por dentro. Nos gestos mais amargos que nos fazem querer fugir para bem longe e mudar, começar do zero, outra vez.
Pensamos apenas naquilo que nos faz parar.
Pensamos se fazemos bem em manter a nossa posição. Pensamos se será mesmo correcto fazer o que se pode e o que não se pode, e receber um grande vazio em troca. Pensamos se devemos continuar a ajudar quem ainda nos critica nas costas. Pensamos se vale a pena esforçarmo-nos por uma coisa e não obtermos recompensa. Perguntamos a nós próprios se devemos avançar ou esperar, arriscar ou jogar pelo seguro.
Eu sabia que duvidava de mim, mas não sabia que era tanto. E constato que cada vez duvido mais. Já não sou boa em nada.
Custa-me tanto não chorar à frente deles. Às vezes sinto necessidade de o fazer.Custa-me controlar-me e dizer que está tudo bem.
Acho que andamos com a cabeça demasiado ocupada. São muitos os assuntos. Ultimamente, muitos assuntos a dar para o torto. Desiludo. E desiludo-me comigo.
