domingo, 6 de junho de 2010

"Há alturas em que sinto que é mesmo melhor estar assim.
É p'ra ser sincera? Quero passar por todos os pequeninos momentos, ter todos os pequeninos gestos contigo. Tenho uma montanha de sonhos centrados em ti, uma resma de fantasias inquietas, ansiosas por serem realizadas.
Se não concretizas nem uma delas com Ela, porque que motivo as irias realizar comigo?
Se não estás à vontade com Ela, será que estarias comigo?
Se a ignoras (por causa de pessoazinhas que andam à tua volta), será que não me ignorarias a mim?
Se estamos os três a almoçar no mesmo espaço, se estás comigo e não com Ela, quem me garante que também não me trocavas por outra companhia de almoço? (Até me senti mal, sentada à tua frente. Não era o meu lugar.)
Se te acontece alguma coisa, e ficas horas ao telemóvel comigo (e não com Ela), eu pergunto-te: se fosse eu a ter uma relação dessas contigo, também preferias falar com outra pessoa?
São demasiados "se (s)" para mim. É mesmo melhor estar assim.
Passam-me pela cabeça algumas teorias, para te conseguir compreender. Fraquezas de quem, como ser humano que é, gasta o seu tempo a tentar justificar tudo. Apenas não quero acreditar que alguma delas possa ser verdade.
De facto, tinhas em razão em não querer dar-me mais do que aquilo que vais dando.
Porque se desses, seria pouco para mim. Desculpa se sou egoísta, antiquada, conservadora, ciumenta, o que quiseres... Mas não aguentava um dia-a-dia como o que Ela passa, ou tem de passar, contigo.
Se calhar por isso é que a escolheste."

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