terça-feira, 2 de novembro de 2010

Há  anos que eu dizia que era ele. Houve casos pelo meio, e para ser sincera, alguns deles iludiram-me de tal maneira que julgava que cada novo "ele" era o certo. Mas não. E esperei 5 anos para ouvir da boca dele que ele tinha medo de avançar. Esperei para não me arrepender. E ontem, aplicou-se a mítica frase que diz que "o tempo parou"...
Sabem quando temos medo de arriscar, de descobrir alguém, e de passarmos a barreira da amizade?
Eu estava assim. Há demasiado tempo... Mas, é ele. Podem vir outros, e iludir-me fazendo-me pensar que não irei sofrer mais. Mas é a sofrer por ele, que eu me encontro e me despreocupo. Chamem-lhe o que quiserem.
Só tenho pena que este "ele" tenha mais medo de perder a liberdade do que coragem de dar um passo do qual andamos a fugir desde sempre. Porque há toques e olhares que são involuntários. E cá para nós que ninguém nos ouve, quando deixamos de esconder estes gestos, já era altura de nos mexermos.
Mas ele é ele, e ele é que sabe. E eu espero.

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