sexta-feira, 9 de abril de 2010

Porque fico mais perto.

Tentei resistir. Hoje não ia dar-lhe mais que um sorriso, meio forçado, meio sentido.

Tento a cada dia dar-lhe o que ele precisa, e ele? O que tenta fazer por mim?

Não tenta, às vezes; não tenta se estiver alguém perto, dispersa-se, e isso para mim é muito pouco, é quase nada.

Mas hoje foi ele que veio ter comigo.

Se sentiu ou não a minha falta, se o incomodou ao ver alguém mais próximo, se notou que eu estava a evitá-lo, não sei.

Sei que hoje ele me abraçou. Os beijos foram trocados mais devagar do que o habitual.

Pensei fugir.

Eu não queria aquilo, só queria parecer indiferente, mas ao fechar os olhos, quis ficar ali o dia todo, a sentir aquele perfume, aquele toque, aquela respiração, aquele conjunto de pequeninas coisas que me atrai.

Seguiu-se mais de meia hora de conversa. Para quem queria ser convincente na decisão de manter a distância, estive mal.

Os carinhos surgem natural e repetidamente. As palavras menos agradáveis escapam, também. Mas há coisas que têm que ser ditas. E há abraços depois. E há olhares.

Vim embora. E ficou mais um momento na minha memória.

Quero afastar-me, e vou conseguir. Só preciso de não pensar nele.

Mas, agora, estou a pensar. Nele, em nós. É a única forma de o sentir perto.

1 comentário:

cαтια. disse...

Distanciarmo-nos é difícil mas percebermos que é a distância é necessária é um bom ponto de partida.
Pensa mais em ti. Mantém-te altiva e segura daquilo que és, dá menos importância a essas indiferenças da parte dele. Sabes bem que enquanto te importares com isso não te irás conseguir distanciar.
E, acima de tudo, mostra aquilo que realmente és.

Beijinho*
<3