sábado, 3 de julho de 2010

Caiu que nem uma luva

"Sofrem por coisas inúteis. Acreditam-se indignos de qualquer benção ou milagre.
Os guerreiros da luz nem sempre têm a certeza do que estão a fazer aqui, acham que as suas vidas não têm sentido. Por isso é que são guerreiros da luz.
Porque erram. Porque perguntam. Porque procuram uma razão e com certeza vão encontrá-la.
Ele escolheu a estrada por onde caminha agora, e não tem do que reclamar.
Muitos ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário.

Mais que uma vez, ele perdeu o seu tempo, lutando por uma mentira.
Um guerreiro não pode recusar a luta; mas sabe também que não deve arriscar sentimentos importantes, em troca de recompensas que não estão a altura do seu amor.
Então fica deprimido. Começa a pensar que é incapaz de progredir na vida, já que os momentos difíceis estão de volta. "Já passei por isso"...
Ele não tem medo de chorar mágoas antigas, ou alegrar-se com novas descobertas. Dizem-lhe: "vives num mundo de fantasia".
O guerreiro parece louco, mas isto é apenas um disfarce.
O guerreiro usa um pouco de loucura. Porque - na guerra e no amor - não é possível prever tudo.
Um guerreiro da luz precisa de amor.
Um guerreiro da luz usa a solidão, mas não é usado por ela.
Andando devagar, nota a firmeza de seus passos; precisa mudar-se a si mesmo antes de transformar o mundo.
Um guerreiro da luz muitas vezes desanima.
Então, quando menos espera, uma nova porta se abre..."
 
 
 
O Manual do Guerreiro da Luz, Paulo Coelho
 
 
 
Dava tudo para que agora uma porta se abrisse, visto tudo o resto já ter acontecido.

1 comentário:

KákáChi disse...

Muitas vezes não podemos esperar que as portas se abram. Temos de ser nós a empurrá-las com firmeza e encararmos o que se encontra do outro lado.
E por vezes precisamos de ajuda para tomar essa decisão de avançar.
Para o bem ou para o mal, por mais portas ou encruzilhadas que se deparem no teu caminho, eu estarei sempre ao teu lado. :)