domingo, 24 de julho de 2011

Há coisas que me fazem falta. E nada do que fizeres agora apaga o que fizeste antes (ou melhor, não fizeste antes).
Mas hoje, ver-te como nunca te tinha visto, feliz, tranquilo, surpreendeu-me... 
Aquela gargalhada saudável que nunca te tinha visto dar. No máximo, arrancava-te um sorriso maroto e já me sentia com sorte...
E estavas realmente descontraído, e falaste de ti, das tuas coisas, da tua família, e foste tu a marcar, e foste tu a pedir 5 minutos do meu tempo... Não sei, às vezes nem sei o que pensar, quando a esmola é grande, o pobre desconfia, e eu desconfio muito.
Foi para te redimires? Foi uma despedida sem eu saber que era?
É certo que eu quero muito mais que isto. O que me deste hoje devias dar todos os dias, e nos dias importantes ainda devias dar mais. Mas não, tenho que mentalizar-me que provavelmente isto é o máximo que terei. Oh pá, não é justo. Isto devia ser o normal. E eu estou feliz como se tivesse sido um dia mais que especial.
E foi. Mas só foi porque me habituei a não ter nada. E o mínimo que me dás, já me chega. Com gestos pequeninos, deixas-me muito feliz. Mas teimas em não os fazer, em fugir da tentação, em conteres o braço e o abraço, em manteres a carapaça que te protege de tudo para não voltares a sofrer.
O problema põe-se quando alguém se compara comigo e me faz sentir em baixo. Porque têm muito mais que eu e ainda gozam com a minha face por ficar contente "com uma coisa tão minúscula, por favor!"
Bem, depende de ti. Sempre dependeu. Quero ver o que fazes agora. Continuo à espera.

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