sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Os olhares desencontrados encontraram-se. A doçura do momento transformou-nos. Cresceu uma ternura capaz de derrubar as barreiras antes imprentráveis, que sempre nos assustaram, a ambos. Eu sei que partilhávamos um medo crescente, medo de arriscar, sabendo que teríamos de nos separar.
Agora não.
Brincamos, agarramos a essência da nossa existência, porque ousamos amar e sorrir para a vida.
A insegurança deu lugar à confiança um no outro, o medo neste momento é certeza.
Duas vontades juntas que agora têm muito mais força.
Um sentimento em comum; no entanto, sempre sem se deixar revelar.
Uma só vida que em breve estará de novo separada.
Um "Até já!" que poderá ser "Até nunca!", e que não depende de nós; mas com a consolação de ter experimentado a melhor das sensações com alguém que vale a pena, alguém que vale mais que o resto do mundo.
A espera, de anos, compensa.
Até já!


Apenas me deu para escrever. Só gostava que deixasses isto acontecer, por um dia, um mês, um ano. Valerá sempre a pena.

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